1 de fev. de 2009

Sem Dor Para os Mortos

“Wash the tears away,

Face the Angels of Death ...

Soon your time will be over,

Your salvation is ahead …

That’s why I said,

There is no Pain for the Dead …”

 

Exausto. Temeroso.

Nathanael fitava o céu de cima do seu corcel branco, deixando as frágeis gotículas de chuva refrescarem seu rosto, refletindo nos olhos a luz do pôr-do-sol.  Seu rosto era marcado pelas más noites de sono que o perseguiam, cicatrizes de batalhas, escondidas por detrás da sua pesada barba branca e dos seus olhos verdes esmeralda. Não havia muito tempo que o seu corpo fora mais robusto, o corpo de um guerreiro temperado pelas batalhas, assim como todos os homens do seu exercito. Agora, assim como os que restavam de seus homens, seu corpo minguara por culpa das provações que enfrentaram naqueles últimos meses. Mal cabia dentro da armadura romana fosca branca, com pequenos detalhes em redemoinho dourado, muito menos envergava seu elmo, branco com penugem azul gelo, este já havia sido perdido algumas noites atrás, a única coisa que levava na cabeça era seus cabelos brancos, ou o que restava deles.

Enquanto seus homens acabavam de assentar acampamento naquela clareira descampada, cercada de grandes pinheiros, correndo contra a chegada inevitável da escuridão, ele tentava mergulhar sua mente em lembranças, desviar sua atenção do choro de criança a distancia. Conseguia se lembrar muito bem de como era sua vida há um ano atrás, quando ainda tinha uma aparada barba ruiva, e acordava todas as manhãs para observar seu reino da sacada do castelo de Issar. O reino prosperava, os Deuses lhe protegiam e a magika era uma ameaça ainda remota…

Tinha sido um Rei justo e amado, pelo menos assim acreditava.

Haviam sido longos e difíceis os últimos meses, nos quais ele e seus homens fugiram em disparado para o leste, as terras nunca antes exploradas, como se tivessem o demônio, ou demônios, ao seu encalço. Seu exercito antes capaz de enfrentar 42 legiões magikas agora sucumbiam ao seu próprio limite físico, bons homens que nunca mais veriam suas famílias ...

Isso entristecia Nathanael, o Rei de Issar, ou só Nathanael de Issar no momento, não sabia ainda diferenciar.

- Meu bom senhor ! – Philip de Bateihah interrompeu seus pensamentos ao se aproximar.

Assim como ele, Philip tinha sido consumido pelos últimos meses, já não apresentava mais as feições serenas e sua voz era arrastada, cansada, vestia uma roupa de algodão leve por baixo de uma capa azul escura, no lugar das armaduras brancas pesadas. Diferente dos outros seu corpo parecia ter se conservado, ainda apresentava o mesmo físico esguio, definido, com o diferencial de que agora deixava crescer uma curta barba negra pela face, provavelmente pela falta de tempo para higiene pessoal.

Nathanael olhou com carinho para o velho amigo, nada teria sido possível sem ter ele, seu braço direito, conselheiro, irmão de armas, ao seu lado... Todas aquelas provações teriam sido impossíveis de suportar, principalmente a maior de todas, que agora se aproximava com velocidade assustadora.

O rei não pareceu propenso a expressar seus sentimentos naquele momento, por tanto Philip continuou o seu discurso:

- Acredito que não passaremos desta noite, apesar dos nossos esforços... – ele desviou o olhar, se sentia envergonhado pelos próprios limites – Barbatos é um exímio rastreador, nossas chances sempre foram ínfimas...

Nathanael respirou fundo, fechou os olhos e esfregou o rosto com as mãos pesadas, tentando espantar o cansaço. Quando se sentiu satisfeito desmontou do corcel ainda segurando as suas rédeas, para poder olhar para Philip da mesma altura, não gostava de se sentir superior a ele, pois claramente não o era.

- Eu já imaginava que assim fosse ... – sua voz era desprovida de emoção e seus olhos cheios de tristeza – Melhor não avisar aos homens, deixe que morram dormindo, de certo sofrerão menos...

Houve uma pausa, em que ambos pareciam querer que aquele momento durasse para sempre. Foi Nathanael que voltou a falar novamente, quebrando o silencio:

- Quanto a você meu amigo ... Se afaste, espere a poeira abaixar ... – só então sua voz fez jus aos sentimentos que sentia, mostrando o quanto ele temia pelo que estava por vir – Você sabe o que fazer ... Que os Deuse- ele se sentiu embaraçado pelo erro que quase cometeu, mas tentou passar confiança.

- Quero dizer, que Deus esteja com você...

Philip sorriu, enquanto se aproximavam, e então no ultimo gesto de fraternidade que eles teriam entre si, se abraçaram de forma desengonçada.

- Tenha fé nele irmão Nathanael, seu filho estará a salvo... – e então se afastaram, ainda ligados pelos braços – Ele será muito bem criado por sua amada Davina, e quando chegar à maturidade eu mesmo cuidarei do seu esclarecimento.

- Assim eu confio meu amigo... – Nathanael deu um ultimo tapa no ombro de Philip, e então quebrou de vez o abraço, passando as rédeas do corcel para ele. Afastou-se logo depois em direção da sua tenda, já montada no meio da clareira, sem lhe dirigir uma palavra a mais.

Era muito difícil para ele se lembrar de Davina e seu filho, sabia que só fazia aquilo por eles, e apenas por eles tinha levado vários outros bons homens até a morte. Esperava não ter sido tão egoísta quanto aquilo lhe parecia ser...

Philip ficou observando o amigo, esperando ele desaparecer para dentro da tenda, só então montou no corcel do rei, agora seu, se afastando veloz pela floresta, sumindo no breu da noite que já se abatia sobre o acampamento e arredores.

Era uma noite de lua cheia, mas as nuvens negras que cobriam o céu não permitiam que ela fosse vista. Não demorou muito para que a garoa se transformasse em chuva forte, e trovoadas pudessem ser escutadas a distancia.

Os minutos se arrastaram como horas, e as horas como dias. Nathanael se encontrava sentado encima de um baú de couro nos fundos da tenda, agora já sem armadura, que se encontrava jogada em algum canto, usando uma simples roupa marrom de camponês, a única coisa que se destacava era a estrela de Davi em seu pescoço, toda de prata, o ultimo presente de Davina para ele. Ele já quase terminava seu sexto copo de rum, perdido em pensamentos, lembranças... Quando percebeu o silencio...

Mesmo com a chuva, que ainda caia forte, aquilo não era comum, nem mesmo se ouvia mais o incessante choro de criança, do berço que se encontrava no meio da tenda. Aquela tenda já havia sido majestosa, grande o suficiente para receber conselhos de guerra em tempos difíceis, guardar todos os espólios de guerra de algum valor, e ainda ter espaço para ele, sua mulher e seu filho...

Como sentia falta deles e como essa falta doía, saber que nunca mais os veria, e ao mesmo tempo era essa falta, esse amor, que o impulsionava. Tinha sido agraciado por Deus, tido uma vida plena, uma família que o amava, não havia porque temer a morte, mas mesmo assim a temia.”Sinal de sabedoria”, muitos diriam, naquele momento era sinal de fraqueza, e para esquecer ele se mergulhou no rum, sua bebida preferida, duas garrafas guardadas em especial para aquele momento. Mas o tempo se esgotava, e ele tinha que começar seus afazeres para não ser pego desprevenido.

Levantou-se, deixando a garrafa encostada no baú cair de forma displicente, e sem parecer abalado seguiu até o berço, com dois dedos de rum ainda no copo. Assim que chegou à beirada do berço, observou a criança que ali jazia, não podia ter mais de dois anos, feições delicadas, pele branca como a neve, olhos verdes esmeralda e o cabelo ainda escasso com um tom ruivo dourado, e agora dormia da forma mais inocente possível. Aquilo seria a coisa mais difícil que ele já fizera em toda sua vida...

Pegou no colo a criança ainda dormindo, chutando logo a seguir o berço para longe, só então ela acordou com o barulho causado, e então sem se preocupar muito com o isso colocou ela de qualquer forma no chão, no centro exato da tenda. Colocou logo depois tudo que restava do rum do seu copo na boca da criança, o que teve um efeito quase imediato em derrubar ela, que agora parecia dormir profundamente de novo. A tenda tinha o formato exato de uma estrela de Davi, o símbolo sagrado de Issar, e para manter ela em pé existiam estacas de madeiras nos pontos externos do pentágono interno da estrela. Aquele era o formato perfeito, ideal para aquele ritual ...

Foi até o baú, que agora tinha sua base toda encharcada no rum que tinha sido despejado da garrafa, e o abriu, se ajoelhando no solo molhado, para que pudesse ver melhor o seu conteúdo. Do meio das roupas, algumas moedas de ouro, e outros apetrechos totalmente desnecessários, ele tirou um pequeno cajado rústico todo talhado a mão no que parecia ser ouro e um punhal de prata com uma lamina serpente e detalhes de bronze. Com os dois em mãos, um na esquerda e outra na direita, perspectivamente, se levantou e começou a marcar o solo arenoso, usando o pequeno cajado dourado enquanto entoava as suas orações:

“Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade;

Apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.

Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.

Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.

Purifica-me com ensope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.”

Ele traçou toda a parte interna do Hexagrama com vários símbolos hebraicos, magikos, de acordo com o que tinha aprendido nos últimos meses, tudo tinha que estar perfeito, senão tudo teria sido em vão. Quando terminou seu trabalho voltou novamente ao centro, pegou o bebe no colo e se sentou naquele mesmo lugar.

“Agora só me resta esperar ...”

Dessa vez ele não soube dizer se o tempo passou mais rápido, ou o que tinha acontecido, mas logo após o que pareciam ter sido apenas alguns minutos depois que ele já tinha se sentado, esperando pelo seu destino, um tumultuo começou no exterior da tenda. Todos os seus sentidos estavam atentos, ele ouvia homens morrendo agonizantemente, pegos de surpresa, talvez se sentindo traídos pelo seu rei, que não havia feito nenhuma menção de pelo menos prepará-los, Nathanael quis logo se livrar desses pensamentos, apenas turvaria sua mente. Não demorou muito para que ele visse a sombra de uma chama azul pelo tecido da tenda, o fogo infernal ... Nem mesmo a chuva que caia torrencialmente seria capaz de apagar aquele fogo, e aqueles que não fossem mortos, provavelmente morreriam queimados, até não sobrar pedra sobre pedra do acampamento.

Os gritos de dor e agonia continuavam pelo acampamento, e Nathanael fechou os olhos, esforçando o maximo que podia para se manter quieto, limpar a sua mente desses sons, se concentrar ... Uma luz branca ... Serenidade ... Shalom ... Shlomo ... Davina ...

“Tem misericórdia de mim, ó Deus; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve ...”

De repente, a parede da tenda que dava para frente de Nathanael explodiu, sem fazer um barulho se quer, em mil faíscas de fogo azul, que agora flutuavam, caindo de forma lenta e suave por toda a tenda. Ele não se assustou, nem fez menção de se levantar, apenas abriu os olhos para fitar a figura que adentrava pelo buraco criado na tenda.

- Nathanael ... Nathanael ... – a mulher andava levemente, como se deslizasse para dentro da tenda, tinha longos cabelos negros, um rosto de feições delicadas, quase angelical, o corpo transbordava volúpia por todas suas curvas, escondidas apenas por um vestido longo perola, com um decote em V na frente, e uma abertura nas costas até a cintura. Era sem duvida uma mulher atraente, e esse poder de atração era algo contra o qual Nathanael precisava lutar com todas as forças que restavam do seu corpo, claro que ajudava saber que aquilo não passava de uma ilusão.

- Ashtart ... – ele cumprimentou de volta o demônio, de forma amarga, sem fazer qualquer menção de respeito ou de se levantar.

Os olhos dela brilharam ao encontrar os dele, seria impossível prever o que passava pela a cabeça do demônio, nem ao menos seria saudável tentar.

- Em respeito a nossa longa ... – ela deu um risinho inocente, que não combinava nem um pouco com a sua expressão fria – Historia ... Eu prometo manter a sua alma, servindo ao meu lado pela eternidade ... – só então os olhos dela se desviaram dele, em direção a criança – Mas você sabe o preço ... Entregue seu filho.

Então Nathanael sorriu. De uma forma tão assustadoramente perversa, que até mesmo o demônio vacilou por um momento, sem perceber porque o sorriso no rosto de um inimigo encurralado. Seria um erro que ela pagaria caro.

- Nunca cederei a você novamente ! – então ele rapidamente mudou de posição, se ajoelhou em uma perna, jogando a criança no chão logo a sua frente e erguendo o punhal prata com sua mão direita, olhando uma vez mais para Ashtart, triunfante.

- Estranha forma de demonstrar, matando quem eu vim matar ... – ela sorriu, convencida cada vez mais da sua vitória.

E então ele desceu de uma vez o punhal, direto no coração do infante. Sem desviar o olhar de Ashtart ele girou, para logo depois retirar o punhal do corpo, agora morto, lançando o sangue ainda fresco de formas aparentemente aleatórias pelo ar, na direção dela. Tudo aconteceu em questão de segundos, mal dando tempo do sorriso desdenhoso sair do rosto do demônio, quando Nathanael começou o seu mantra:

“Eu executei o que foi decretado para conjurá-lo, Ashtart,

E estou armado com MAJESTADE SUPREMA,

E eu voz comando em força, por BERALANENSIS, por BALDACHIENSIS, por PAUMACHIA, e por APOLOGIAE SEDES;

Pelos príncipes, pelos gênios, pelos linches e pelos poderosos ministros da câmara do Tártaro;

E por fim, pelo príncipe maior que se assenta no torno de Apologia da nona legião, eu vos COMANDO;

Assuma a sua verdadeira forma, o vil demônio !”

O sorriu sumiu do rosto de Ashtart em um piscar de segundo, ele tinha claramente evocado toda a sua fúria. Por debaixo do seu vestido seu corpo começou a crescer, como se ela rapidamente engordasse, seus pés antes escondidos surgiam agora, não demorando muito para rasgar tudo que tampasse o seu corpo. Mas o que se revelou não foi nada além do que o esperado para um demônio enganador, seu corpo ia tomando as formas monstruosas de uma cobra, enquanto mantinha o seu torso de feições humanas. Agora surgiam nas suas costas longas assas de morcego, enquanto todo o resto da sua pele se tornava escamas, e uma coroa dourada começou subitamente a reluzir sobre os seus cabelos negros, um provável sinal do seu lugar na hierarquia demoníaca.

- Agora você conhecerá minha ira mortal ! – ela parecia furiosa, sua voz não lembrava nem o pouco a de outrora, uma voz grave masculina, mais do que ninguém Nathanael sabia que ela odiava aquele forma – Nem mesmo matar seu próprio filho o salvara do meu castigo !

- Não pretendo ser salvo hoje à noite ! – ele deu um passo para frente, trocando agora a perna em que ajoelhava no chão, erguendo dessa vez o cajado dourado, com seu braço esquerdo – Tema a mim Ashtart, pois eu trarei o fim à sua alma imortal !

De uma só vez ele fincou o cajado no chão, no meio exato do que parecia ser um pentagrama, com uma cruz de malta modificada a ter uma das pontas mais longas, invertida na sua base, com mais alguns detalhes nos dois lados, tudo feito com o sangue fresco que ele havia, aparentemente, jogado pelo ar de forma desleixada. Ele não esperou que o demônio percebesse o que pretendia para começar a recitar suas orações:

“Armado com a potência da MAJESTADE SUPREMA, eu vos comando em força,

Por Aquele que decreta e está feito, e que esta acima de todas as criaturas e de mim mesmo,

Sendo feito à imagem de DEUS, assumindo a potencia de Deus e sendo feito conforme a Sua Vontade,

Eu voz exorcizo pelo nome mais poderoso de Deus, EL, forte e esplendoroso;

Oh Ashtart eu comando-o, e a suas 42 legiões Magikas, no nome Dele cuja palavra é IAT e por todos os nomes de Deus: ADONAI* EL* ELOHIM* ELOHI* EHYEH* INCINERATOR* EHYEH* ZABAOTH* ELION* IAH* TETRAGRAMMATON* SHADDAY* SENHOR DEUS ALTISSIMO, que venham até mim.

E pelo Nome Inefável, TETRAGRAMMATON IEHOVAH, supremo senhor dos elementos, cuja pronuncia agita o Ar e enfurece os Mares, extingue o Fogo e treme a terra e todos os anfitriões celestiais, terrestres e infernais são afligidos e confundidos.”

Os olhos de Ashtart se contraíram em pavor, medo, fúria, descrença, todos os sentimentos possíveis que aquele momento lhe trazia. Olhava enquanto uma bolha de energia branca começava a envolver Nathanael, se expandindo ... Envolvendo a ela, envolvendo as suas tropas, que naquele momento saqueavam o acampamento, até envolver por fim toda a clareira ... Numa grande cúpula de luz forte branca.

Dentro da cúpula, o corpo demoníaco de Ashtart ia aos poucos sendo consumindo pela luz, virando cinzas, dando lugar a uma jovem mulher de cabelos negros longos, aquela sua forma não aparentava ter mais do que 14 anos, sua pele era branca, suas feições delicadas. Lagrimas rolavam copiosamente dos seus olhos, enquanto ela caia ajoelhada no meio da luz ...

Nathanael sorriu em triunfo, pois a tinha despido de sua carcaça demoníaca, restando agora apenas o que um dia tinha sido sua alma humana. Largou cansado o cajado dourado, ainda fincado no solo, e com a sua mão esquerda começou uma benção.

Tocando a testa, disse : "ATEH"

Tocando o peito : “"Malkuth"

Tocando o ombro direito : “ve-Geburah”

Tocando o ombro esquerdo: “ve-Gedulah”

Tomou junto com sua mão direita a adaga, que agora reluzia mais do que nunca graças a luz que os envolvia. E com os dedos entrelaçados envolta do seu cabo a ergueu, com a lamina voltada para seu peito ...

De uma única vez desceu a adaga na direção do seu coração, dizendo assim as suas ultimas palavras :

- Le-Olahm, Amen ...

E então se fez a escuridão, e nada restou do acampamento, nem uma alma sequer, mortal ou imortal, apenas se ouvia a chuva, que ainda caia, e as ocasionais trovoadas a distancia.

Não havia mais dor para os mortos.

Nenhum comentário: